O passo a passo da Fertilização in Vitro

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O processo de Fertilização In Vitro pode ser dividido em sete etapas que, por sua vez, são seguidas pelas pacientes/ casais nesta jornada em busca da realização do sonho de conseguir um βhCG positivo e em um futuro próximo, um bebê em casa.

 

PASSO 1

 

O início de todo o processo é a consulta com um ginecologista especialista em reprodução assistida.

Durante esse primeiro encontro é realizada a avaliação completa da paciente, do seu parceiro (a), quando houver e se pertinente. Neste encontro também são solicitados alguns exames laboratoriais e de imagem, para investigar a fertilidade do casal e auxiliar na escolha do melhor protocolo de tratamento a ser seguido.

 

PASSO 2

 

Assim que o casal passa por todos os exames, é definido o diagnóstico e estabelecida a melhor conduta.

O protocolo de tratamento é elaborado, a mulher inicia a estimulação ovariana, que deverá ser feita de maneira controlada e supervisionada pelo ginecologista especialista em Reprodução Assistida.

Os hormônios geralmente são injetáveis e as aplicações são feitas pela própria paciente ou pelo parceiro em casa.

Entre 1º e 2º dias do início do ciclo menstrual é realizado o exame de ultrassonografia basal, para a avaliação e contagem dos folículos antrais. 

De acordo com o resultado do exame, o tratamento poderá ser iniciado. Durante todo processo a paciente se submete a exames ultrassonográficos seriados, geralmente a cada dois dias, para acompanhar o crescimento dos folículos.

 

PASSO 3

 

O terceiro passo para a Fertilização in Vitro é chamado de captação de óvulos.

Nesta etapa, a paciente passará por uma aspiração do líquido que se encontra no interior dos folículos ovarianos. Neste líquido se encontra o óvulo. Podem existir folículos vazios, que não tem óvulo ou ter um óvulo, porém imaturo. A paciente é anestesiada para fazer o procedimento, sendo este realizado em centro cirúrgico.

Os folículos aspirados são encaminhados para um embriologista, que se encontra no laboratório,  interligado ao centro cirúrgico, que se encarregará de avaliar, separar e classificar o grau de maturidade dos óvulos.

É importante dizer que o procedimento é rápido (duração inferior a uma hora) e a recuperação do procedimento é tranquila. Geralmente, a mulher que passa pela coleta dos óvulos não sente nada além de um leve incômodo na região abdominal e da sonolência, consequência da anestesia. As atividades podem ser retomadas no dia seguinte.

Para as mulheres que desejam apenas congelar os óvulos, esta é a etapa final. Já aquelas que anseiam pela transferência no mesmo ciclo ou pelo congelamento de embriões, deverão passar para o próximo passo da FIV.

 

PASSO 4

 

O quarto passo da Fertilização In Vitro acontece quando os óvulos, já coletados, se encontram prontos para serem fecundados pelos espermatozoides, espontaneamente, em uma placa com meio de cultura (FIV convencional) ou através da injeção intracitoplasmática do espermatozoide no óvulo, pela embriologista (ICSI).  

Esta é a etapa que dá nome a todo o processo. O momento em que os espermatozoides, vindos do parceiro ou de um banco de sêmen, são apresentados aos óvulos.

A FIV é realizada no mesmo dia da captação dos óvulos. O sêmen pode ser coletado por masturbação, punção ou já estar previamente congelado e armazenado no laboratório, no dia da captação dos óvulos.

No dia seguinte ao procedimento de fertilização já é possível avaliar quantos óvulos foram fertilizados e nos dias que se seguem será acompanhado o desenvolvimento dos embriões formados e assim, partiremos para o quinto passo do processo: a transferência do(s) embrião(ões) para o útero.

 

PASSO 5

 

Depois da fertilização in vitro,  realizada no laboratório pelo(a) embriologista, passamos por um período de cultivo dos embriões formados, com avaliações diárias do desenvolvimento em busca do(s) melhor(es) embrião(ões) à ser(em) transferido(s).

É chegado o momento tão esperado de transferir o(s) embrião(ões) para o útero. O número de embriões a serem transferidos depende principalmente da qualidade dos embriões e da idade da paciente. 

O Conselho Federal de Medicina estabelece normas para o número de embriões a serem transferidos,  de acordo com a faixa etária.

O  melhor dia para a realização dessa transferência  é determinado em conjunto pelo médico e pelo embriologista, sempre com a ciência da paciente/ casal.

A transferência,  geralmente ocorre entre o terceiro e quinto dia após a fertilização.

Cada caso é avaliado isoladamente, mas o procedimento em si é realizado de forma muito semelhante para todas.

A transferência é feita pelo médico assistente da paciente, no centro cirúrgico, sob visão ultrassonográfica, através de um cateter próprio para o procedimento. A sedação não é necessária nesse momento.

 

PASSO 6

 

Depois da transferência embrionária, chegamos à fase lútea.

Trata-se de uma fase que requer acompanhamento e monitoramento por parte do médico responsável pelo procedimento, já que é neste momento que acontecerá a implantação do(s) embrião(ões) na mucosa que reveste o útero internamente, o endométrio.

Neste momento, são administrados hormônios que atuam dando um suporte à fase lútea, sendo que o principal  é a progesterona. 

O seu uso é iniciado no mesmo dia da coleta dos óvulos. Outro hormônio que pode ser usado para facilitar a implantação é o estrogênio.

Esse suporte é fundamental para que o corpo da mulher esteja preparado para dar início ao processo de gestação e para o desenvolvimento inicial do embrião. 

Esta fase dura em média 14 dias e quando ocorre a gravidez os hormônios são mantidos por 8-12 semanas até que a placenta assuma definitivamente a produção hormonal, necessária ao bom desenvolvimento da gestação.

 

PASSO 7

 

O fim da jornada da FIV é a solicitação do tão sonhado teste de gravidez,  o βhCG.

 

Esse é o sétimo passo da fertilização in vitro  que ocorre com cerca de 12-14 dias, após a transferência embrionária.

A gravidez clínica tem a sua confirmação entre 2 a 4 semanas, com a realização da ultrassonografia que identifica o embrião, ou os embriões.

Em muitos casos são transferidos mais de um embrião, o que acaba resultando em gravidez gemelar. Motivo de felicidade em dose dupla para papais e mamães.

 

Dra. Marta Finotti – Ginecologista especialista em Reprodução Assistida e Ginecologia Endócrina – CRM GO 3367 – RQE 968

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